Artigos › 13/08/2019

Mês Vocacional: jovem, qual é a sua resposta?

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Durante todo o mês de agosto, a Igreja celebra o mês vocacional, tempo propício para rezar pelas vocações e dar espaço para o convite que Deus faz a todos os seres humanos para segui-Lo mais de perto e com amor. Vocação é chamado, é gastar a vida inteira por uma causa maior, a causa do Reino de Deus.
Todos possuem uma vocação, primeiro à vida e também a uma missão específica, que envolve os dons dados por Deus. E é isso que neste mês de agosto vamos celebrar. Porém, existe diferença entre vocação e uma profissão. Deus chama homens e mulheres para desempenharem diversos tipos de profissão, que se vividas e assumidas intensamente e com alegria e fé, são verdadeiras vocações. Aqui está a diferença entre vocação e profissão. Fazer o seu trabalho por fazer é profissão. Fazer por amar e com sentido de viver é vocação.

Vocacionado é o homem ou a mulher, não importando a idade, a raça ou a cultura, chamado a fazer da sua vida uma graça e uma manifestação da bondade do Senhor.

É por isso que cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à Semana Nacional da Família; no terceiro, a vida consagrada; e por fim, no quarto, a vocação dos Leigos, dos catequistas.

É muito bom encontrarmos alguém feliz naquilo que faz, não é? Neste tempo queremos rezar pelos jovens que estão na caminhada de discernimento vocacional e de identificação com uma missão específica, como por exemplo, o sacerdócio, a vida religiosa consagrada, a vida familiar e a vida missionária. Vocação não é só profissão, é amor pelo que se faz. E todos podemos sempre refletir: quais são os dons que Deus nos deu? Como os partilhamos com os irmãos e irmãs para que o bem aconteça?

Todos nós somos chamados a viver uma vida autêntica em Cristo. Os religiosos são chamados a viver de uma forma radical este amor através dos conselhos evangélicos, professando os votos de castidade, pobreza e obediência.

Porém, o jovem, de maneira privilegiada é, na atualidade, o destinatário do chamado do Senhor. Pois cheio de entusiasmo e alegria, possui todas as condições de responder aos apelos do Reino. Tem a “novidade” necessária para disponibilizar-se aos carentes e sofredores. Por isso, acolha e reflita sobre o chamado que Deus te faz hoje! Lembre-se, conhecer não te compromete, acertar te realiza!

Por que agosto é o mês vocacional?

O mês de agosto é para a Igreja Católica, especialmente no Brasil, dedicado à oração pelas vocações. Mas você já parou para se perguntar qual o real motivo? Vamos lá!

Segundo o site A12, em 1981, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua 19ª Assembleia Geral, instituiu agosto como o Mês Vocacional. O objetivo principal era o de conscientizar as comunidades da responsabilidade que compartilham no processo vocacional.

Mesmo após décadas da instituição do Mês Vocacional, o arcebispo metropolitano de Porto Alegre (RS), que também já presidiu a Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, Dom Jaime Spengler, diz que ainda é preciso criar uma cultura vocacional na juventude católica.

“Quando falamos de vocação ou de cultura vocacional, quase sempre temos em mente os ministérios ordenados ou a vida consagrada. Na verdade, trata-se de uma compreensão muito mais ampla da questão. Quanto é necessário, por exemplo, que nas diversas dimensões da vida social haja pessoas leigas, comprometidas com a fé, dispostas a construir um mundo um pouco melhor para as futuras gerações”, afirmou em entrevista ao site da CNBB.

Segundo Dom Jaime, que é frade da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, urge apresentar aos jovens e adolescentes os distintos caminhos do serviço do Senhor e do seu Reino. “Seja como leigos engajados nos diversos âmbitos da vida social; casados que assumem o compromisso do matrimônio; consagrados por causa do Reino dos Céus; e ministros ordenados a serviço do povo, nas diversas comunidades de fé”, orientou.

Por Frei Augusto Luiz Gabriel (www.franciscanos.org.br)

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