Notícias da paróquia › 19/05/2014

Inauguração e bênção do Mosaico de Santa Rita

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Momento da inauguração e bênção do mosaico. Foto Studio3

Na final da santa missa das 18h, do último dia 18 de maio de 2014, domingo, Mons. Fernando e Pe. Rodrigo abençoaram o novo Mosaico de Santa Rita de Cássia, aplicado na fachada da Igreja Santa Rita, o maior de Campinas. O momento foi celebrado por centenas de paroquianos e fieis que abraçaram juntos com a Comissão do Ano Jubilar essa iniciativa que marca as celebrações do Jubileu de Ouro da paróquia.

A TÉCNICA DO MOSAICO
A técnica do mosaico se resume à junção de pequenas peças de pedra, vidro, mármore e cerâmica, entre outros, utilizando-se argamassa, com a finalidade de formar desenhos e preencher com eles um piso, uma parede ou superfície de um móvel. A Arte do mosaico surgiu, provavelmente, no Oriente, e teve seu auge nas civilizações gregas e romana. Os romanos, por valorizarem os jardins em suas casas, utilizavam mosaicos para o calçamento, como forma de decoração. No Egito antigo, há registro de mosaicos decorando sarcófagos, sendo que o mosaico mais antigo encontrado pelos arqueólogos na cidade de Ur, Mesopotâmia, e data de aproximadamente 3.500 a.C. A técnica utilizada na Antiguidade para decorar e, muitas vezes, narrar fatos ou lendas, está presente até hoje, em nosso dia-a-dia: nas calçadas, na arte moralista ou nos pixels de imagens digitais.

O PAINEL EM NOSSA IGREJA
Nos painéis da Igreja de Santa Rita de Cássia, em Campinas, que mede aproximadamente 120 m2, foram utilizadas cerâmicas, porcelanas, vidro e ouro. O trabalho foi executado nas oficinas do Projeto âncora, em Cotia. Seis pessoas trabalharam diretamente no painel durante seis meses. A arte foi feita por Sérgio Ricciuto e a coordenação geral pela Reúna – arquitetos associados Ltda. As centenas de placas foram recortadas para o transporte e foram montadas diretamente na fachada com argamassa.

CONVITE À COMUNHÃO COM CRISTO
“No íntimo do homem existe Deus”. Assim diz Santo Agostinho nas Confissões, e nós podemos olhar para a vida de uma das suas filhas mais significativas, Santa Rita de Cássia, e dizer: ela existia no íntimo de Deus. O fiel, chegando perante a Igreja, tendo que prestar atenção à leitura não imediata do mosaico é convidado a diminuir o passo e tomar consciência da vida de Fé que ele mesmo recebeu e que Santa Rita viveu de modo radical, até ser com Cristo escondida em Deus.

PAINEL CENTRAL: CRISTO E SANTA RITA
A cena central superior é o ponto firme da salvação e faz memória espiritual que Deus se fez homem em Cristo para nós, representados por Santa Rita, pudéssemos viver a vida divina simbolizada pelas tonalidades azuis do fundo. No gesto da mão de Cristo emerge a comunhão do observador com a santa: todos nós podemos nos sentir dignos de aprofundar a nossa relação com Jesus até integrar-nos com Ele. Santa Rita contempla Cristo e ganha a mesma luz d’Ele, da cruz, por meio da relação representada pelo raio e pela coroa de espinhos: ser humano se transforma naquele contempla.

A COROA DE ESPINHOS – AMOR
A clássica cena da santa ajoelhada está aqui reformulada levemente, fazendo aparecer a posição não como uma imploração, mas como uma confiante oferta de si: Santa Rita é antes de tudo mulher, esposa, mãe e, por fim, santa que intercede perenemente com a Paixão de Jesus. As rosas, as abelhas, os figos, e a coroa possuem em comum o elemento dos espinhos: o símbolo da dor que vira amor. O Gólgota é o lugar da solidão de Deus e do ser humano. O muro da morte, a cruz, é superada por Cristo que veste vida, chega além do muro. E Santa Rita, na hora do estigma, reverbera cromaticamente esta fusão entre dor e amor.

PAINÉIS LATERAIS SUPERIORES: ROSAS, VIDEIRA, ABELHAS E FIGOS
Assim, nesta mesma atmosfera semântica, as imagens dos mosaicos laterais superiores trazem símbolos da santa: abelha e figos (painel esquerdo) e rosas e videira (painel direito), sinais de construção de futuro, de esperança contra o medo, de vida.

PAINÉIS INFERIORES: ESPOSA, MÃE, PERDÃO E VIDA RELIGIOSA
Já nos inferiores aparecem cenas da biografia de Santa Rita: as experiências de esposa e mãe (painel esquerdo) ensinam-lhe a exercer a vocação mais importante: o Amor. E ela põe em prática distribuindo a misericórdia e ensinando o perdão aos próprios filhos na hora que estes são tomados pelo impulso de vingar o assassinato do pai (painel direito). A cena que conclui o ciclo iconográfico é a santa ajoelhada perante o crucifixo de qual sai através de linhas coloridas a mais profunda comunhão que ela alcançou com Deus na vida religiosa dentro da congregação das Monjas Agostinianas representadas pela rosa em forma de coração.

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