Paróquia Santa Rita

santa-rita-campinasA Paróquia Santa Rita de Cássia teve sua origem , no ano de 1956, quando o Pe.Francisco Marques de Almeida, conhecido como Pe. Chiquinho, reuniu-se com moradores do bairro Nova Campinas, na residência do Dr. Armando de Araújo Teixeira e sua esposa Albertina Azevedo de Araújo Teixeira (Dª. Nininha).

No ano de 1957 teve início a construção do prédio da igreja, após a formalização da doação da área de terreno, pela Prefeitura Municipal de Campinas. A construção se viabilizou através de doações dos devotos, de rifas e de outras iniciativas do Pe. Chiquinho que se notabilizou como grande empreendedor .

Em 22 de maio de 1964, o Arcebispo Metropolitano, Dom Paulo de Tarso Campos criou a Paróquia e nomeou como seu primeiro Pároco, o Pe. Francisco de Assis Marques de Almeida, através da Provisão nº 5785, registrada no Livro 23 da Cúria Metropolitana de Campinas. A posse do Pe. Chiquinho se deu no dia 27 de maio de 1964.

Durante mais de 30 anos, Pe. Chiquinho esteve à frente da Paróquia Santa Rita de Cássia, só se afastando em virtude de doença que o acometeu.

Dom Gilberto Pereira Lopes, Arcebispo Metropolitano, em decorrência desse problema de saúde do Pe. Chiquinho, nomeou o Mons. Fernando de Godoy Moreira, a partir de 4 de abril de 1997, como Administrador Paroquial.

Com o falecimento do Pe. Chiquinho, em 10 de março de 2000, Dom Gilberto nomeou Mons. Fernando como o segundo Pároco, conforme Provisão de 16 de março de 2000.

A construção iniciada pelo Pe. Chiquinho carecia ser concluída conforme projeto original, e foi então que, após período de planejamento técnico e financeiro, no dia 3 de junho de 2004, foi assinado contrato com a empresa escolhida para essa importante etapa de finalização de nossa igreja. Para facilitar o desenvolvimento das obras de reforma, providenciou-se a mudança para o Salão Paroquial, situado à Rua Helena Steinberg nº 1411, no dia 28 de junho de 2004.

As obras que incluíram a instalação de magnífica cúpula metálica, forração acústica, substituição da rede elétrica, instalação de luminárias, instalação de sonorização computadorizada, instalação de grades no entorno da igreja, remodelação total dos jardins que circundam a igreja, pintura, reforma dos sanitários, instalação de bebedouros e outros detalhes.

No dia 5 de novembro de 2006, com as presenças de autoridades civis, militares e eclesiásticas, ao lado dos paroquianos e devotos de Santa Rita de Cássia, foi celebrada Missa Solene em ação de graças , benção das dependências e inauguração de placas comemorativas, com a presença do Arcebispo Metropolitano, Dom Bruno Gamberini.

Nossa Paróquia é constituída por duas comunidades, a Matriz “Santa Rita de Cássia” e a Comunidade “São Francisco de Assis” na Vila Brandina, ambas com missas regulares e vida pastoral ativa. Ainda, além das comunidades, a paróquia anima três capelas a saber, “Santo Antônio” na Sociedade Hípica, “Todos os Santos” no Cemitério Flamboyant e “Santo André Bessette” no Colégio Notre Dame.

Também, a paróquia mantém as “Creches Santa Rita” destinadas a filhos e filhas de trabalhadoras das residências do bairro, como também de crianças que residem nos bairros carentes do território paroquial. Finalmente, sob a coordenação e administração da paróquia estão os cemitérios “Flamboyant”, “Aléias” e “Acássias”.

 

Retomada histórica

Livro Tombo

Para que os leitores possam situar-se na realidade do tempo em que se deu a ideia de instalação de um novo templo católico no bairro Nova Campinas, na cidade de Campinas, Estado de São Paulo, mais exatamente a Igreja Matriz de Santa Rita de Cássia, nada mais adequado do que transcrevermos adiante, de folhas 1 a 3 do Livro Tombo da Paróquia Santa Rita de Cássia, respeitando-se o texto original como foi escrito em 29 de maio de 1964, pelo Padre Chiquinho.

Corria o ano de 1957. A florescente cidade de Campinas contava, pelo seu último censo, cerca de cento e oitenta e seis mil habitantes, e estava recebendo, na ocasião, importantes capitais estrangeiros que aqui se instalavam em magníficas indústrias, como a Dunlop, Singer, Clark-Mac,Bendix, Bosch, Sharp-Dhome e outras.

Surgiam loteamentos, às dezenas, e novos bairros formavam-se rapidamente.

Era Presidente da República o Dr. Juscelino Kubitchek de Oliveira; era Governador do Estado, o Dr. Janio da Silva Quadros; e Prefeito Municipal de Campinas, o Sr. Ruy Hellmeister Novais.

A Prefeitura Municipal de Campinas, por destinação dos loteadores da Nova Campinas, famílias Caquinho de Assunção e Andrade Coutinho, doôu à Cúria Diocesana de Campinas, um terreno com 2.500 metros quadrados, localizado no alto da Nova Campinas, entre as Ruas Carlos Stevenson, Avenida Jesuíno Marcondes Machado e Rua D.Francisco de Campos Barreto, em magnífica localização topográfica, e de onde se descortina toda a cidade.

No dia 5 de m aio de 1957, o Exmo. Senhor bispo Diocesano, D.Paulo de Tarso Campos benzeu solenemente a pedra fundamental da Igreja de Santa Rita de Cássia, em cerimônia que contou com a presença de moradores do bairro, dos devotos de Santa Rita, do Pe. Francisco de Assis Marques de Almeida, então encarregado da construção da referida Igreja, e do Pe. Thiers Pelice Lício. Estavam presentes também à cerimônia, os membros da primeira Comissão encarregada das obras da Igreja, assim constituída: Presidente: Dr. Paulo Ariani; Vice-Presidente: Dr. Arthur Paes Leme Canguçu; Tesoureiro: Jorge Abdel Massih; e mais os Srs. Alberto Afonso Ferreira e Cel. Job Figueiredo.

Usaram da palavra o Dr. Paulo Ariani e o Dr. Eduardo Edargê Badaró. Finalmente, D.Paulo de Tarso Campos encerrou a cerimônia, incentivando os presentes a levarem a cabo a construção da Igreja.

Construção estipendiada pela contribuição popular, o Pe. Francisco de Assis Marques de Almeida sabia, de antemão, que grandes dificuldades iniciais precisavam ser vencidas: bairro novo, de densidade demográfica baixa, constituído, apenas, do conjunto residencial do I.A.P.C. e das 25 casas residenciais construídas pelo Banco Lar Brasileiro e vendidas, a prestações, a pessoas da classe média. Por outro lado, grandes gastos iniciais o aguardavam: o exame procedido no sub-solo do terreno revelou sua pouca resistência, sendo necessário o estaqueamento. Noventa e nove estacas de concreto, de 15 metros de comprimento, foram cravadas para receber o alicerce.

A fim de manter coêsa a comunidade religiosa, o Pe. Francisco de Assis Marques de Almeida passou a celebrar todos os domingos, a partir do dia 5 de maio de 1957, data em que foi celebrada a primeira missa do bairro, no pretório da residência da família do Dr. Armando Ladeira de Araujo Teixeira, à Av. Dr. Hermas Braga, n° 328. Algumas vezes, a missa de domingo foi celebrada na residência da família do Sr. Renato Manjaterra, à Rua Pascoal N. Purchio, n° 91, no conjunto residencial do I.A.P.C. Nessa ocasião, organizou-se a segunda Comissão Pró-Construção da Igreja de Santa Rita de Cássia, composta dos seguintes membros: Presidente: Sr.Eduardo Augusto Delgado; Vice-Presidente: Dr. Armando Ladeira de Araujo Teixeira; Tesoureiro: Sr. José Specie; e Secretário, Sr. Renato Manjaterra.

Em maio de 1958, ou seja, um ano após à primeira missa, aguardava-se a Missão dos Padres Redentoristas, em visita a Campinas. Preparou-se, então, com materiais de construção usados, ofertados pelo Sr. Eduardo Augusto Delgado, uma Capela de 15 metros de comprimento por 8m de largura, construída de madeira, e painéis de Duratex e coberta com telhas de Brasilit, erigida no centro da nave principal da futura Igreja, – que, na ocasião, já tinha pronto o respaldo do alicerce, e as paredes da igreja, apenas, emergiam do chão, com uma altura de metro e meio.

Foi designado para este bairro o Revdo Pe. Campos, missionário redentorista, que durante uma semana celebrou missas diárias, atendeu o povo em confissão, promoveu palestras, finalizando a missão com uma procissão.

Havia, normalmente, missa na Capela, somente nos Domingos e Dias Santos, porque o Pe. Francisco de Assis exercia, também, as funções de capelão do Hospital Vera Cruz.

Assim, também, decorreu o ano de 1959, com missas celebradas naqueles dias, sendo nesses anos, todos realizadas quermesses, novenas e procissões. Começavam as novenas a 13 de maio e terminavam na véspera do dia de Santa Rita de Cássia, com procissão pelas ruas do bairro, iniciando-se, então, a quermesse que perdurava até o ultimo domingo de Junho, aos sábados e domingos.

Já em 1960, com a construção da igreja mais adiantada, a parte reservada à sacristia já coberta, com a lage superior fundida, foi transferida para esse novo local, em forma de L, mais amplo e resguardado, a nova capela. O altar foi colocado escantilhado, no ângulo do L. Para servir de sacristia foi construída, a título precário, uma edícula de 3m por 2m., com W.C. A nova capela, com acabamento de emergência e pintura grosseira, passou a abrigar o numero cada vez maior de fiéis, moradores do bairro ou vindos de outros bairros da cidade, que aos domingos e dias santos vinham à missa.

Realizaram-se nesse ano, a novena de Santa Rita de Cassia, a procissão, quermesse e rifas.

O Pe. Francisco de Assis participou pessoalmente do programa de Televisão, intitulado “O ceu é o limite” promovido pela Pneuac, no Canal, sendo arguido sobre o tema “O diabo”, trazendo o prêmio em dinheiro, que conseguiu, para os cofres das obras da Igreja de Santa Rita de Cássia.

Em 1961 foi organizada nova Comissão das Obras, constituída pelos Snrs: Decio Rodrigues Martins, Presidente; Eduardo Augusto Delgado, Vice-Presidente; Cláudio Palmieri, Renato Manjaterra e José Specie.

Durante o ano de 1962, além das missas celebradas nos domingos e dias santos, nos horários de 8 e meia e 19 e meia horas, pelo Pe. Francisco de Assis Marques de Almeida, passou a Capela de Santa Rita de Cássia, a contar com missas diárias, celebrada às 8 horas, pelo Pe. Antonio Lúcio Campos Almeida, a partir do mês de agosto de 1962. Tais missas, embora mudados os horários para melhor atender às conveniências dos moradores do bairro, foram em julho de 1963 suprimidas por falta de frequência.

No ano de 1963 as missas dominicais das 8,30 horas, passaram a ser irradiadas pela Rádio Educadora de Campinas, onde o pároco mantem há 10 anos, um programa religioso intitulado “O Senhor está conosco”, irradiado às terças, quintas e sábados, das 11,30 às 12,00 horas, no qual se faz também, propaganda da Campanha pró-construção da Igreja de Santa Rita de Cassia.

Durante todos esses anos realizaram-se rifas, quermesses, listas, avant-premiéres, desfile de modas, bazares, promovidos pela Igreja de Santa Rita de Cássia, ou por ela associada a outras entidades beneficentes.

Em dezembro de 1963 foi executada a cobertura da Igreja com telhas de alumínio”.

50 anos da Pedra Fundamental

Já se passaram 50 anos desde o lançamento da pedra fundamental da construção da Igreja Santa Rita de Cássia. Foi no dia 5 de maio de 1957, que o Bispo Diocesano, Dom Paulo de Tarso Campos, na presença de autoridades, moradores do bairro e devotos da Padroeira, que se deu o lançamento da pedra da Igreja dedicada à Santa Rita em Campinas.

Reforma

Época em que ficou fechada

A Igreja Santa Rita de Cássia ficou fechada durante dois anos e três meses, entre agosto de 2004 a novembro de 2007. Nesse período, os fiéis acompanharam as missas no salão paroquial da Creche Santa Rita de Cássia, que fica próxima à Igreja, também no bairro Nova Campinas. Mesmo com as instalações provisórias, os devotos não deixaram de comparecer às missas.

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História da Igreja (atual)

Com o objetivo de concluir o projeto original e preservar a construção, além de oferecer maior conforto aos devotos, a Igreja Santa Rita de Cássia passou por uma ampla obra de reforma das suas instalações, que durou dois anos e três meses. Monsenhor Fernando de Godoy Moreira, pároco da Santa Rita, foi quem mais se empenhou para conseguir as doações de toda a comunidade, que possibilitaram a execução da obra. O projeto original da Igreja foi idealizado e iniciado pelo Monsenhor Francisco de Assis Marques de Almeida, o saudoso Padre Chiquinho, falecido no ano 20000. Essa foi a primeira grande reforma da Igreja desde sua construção, entre os anos de 1957 e 1964. Inaugurada oficialmente no dia 5 de novembro de 2006, a “nova” Igreja vêm, desde então, recebendo os devotos para as missas. Mais de mil fiéis compareceram à solenidade de inauguração, presidida pelo Arcebispo de Campinas, D.Bruno Gamberini ao lado dos Arcebispos eméritos D. Gilberto Pereira Lopes e Rubens Espínola. O arquiteto Miguel Gilberto Paschoal foi o responsável pela obra.

– A cobertura da nave central da Igreja foi substituída por uma cúpula em estrutura metálica, que tem uma clarabóia em vidro temperado e mede 27 metros de altura, do piso à base da cruz. O peso da cúpula é de cerca de 100 toneladas.
– O novo piso em granito reflete os vitrais.
– Foi realizado um novo projeto de iluminação, que deixou o ambiente interno da Igreja mais intimista e propício à reflexão.
– Os bancos de madeira foram restaurados.
– A porta principal, depois de restaurada, deixou mais visível seus entalhes de São Judas Tadeu e São Mateus.
– Do lado de fora, a Igreja foi toda pintada de branco.

Jardins da Igreja Santa Rita de Cássia

Depois de finalizada as obras de reforma da Igreja Santa Rita de Cássia, os jardins que estão no entorno da Paróquia, passaram a ter uma atenção ainda mais especial. A engenheira agrônoma Claúdia Villar é a responsável pelos belos jardins que compõe a vista de todos os que trafegam pela Avenida Jesuíno Marcondes Machado. Com a ajuda do jardineiro Adão, a agrônoma cuida da manutenção diária do local, desde a limpeza, até o controle de pragas e adubação química e orgânica, a última é produzida pela própria Comunidade Santa Rita de Cássia.

No jardim, podem ser encontradas variedades como Ipê Amarelo, Agapanto, Acácia, Jasmim do Cabo, Palmeiras, Mini Ixora e Moréias. Cada uma tem uma determinada época de florescimento. Nos canteiros, há ainda os arbustos e a grama rasteira, para completar o visual.

Capela de Velas

A igreja Santa Rita de Cássia terá uma linda Capela de Velas, onde todos os devotos da Santa poderão queimar velas em sua devoção, seja para pedir ou agradecer graças. A Capela será contruída junto à Igreja. O projeto “Abelha Branca” é que está possibilitando a obra, pois a Igreja precisa da colaboração de todos com doações. E quem participa, concorre a Bíblia Sagrada, com encadernação de luxo.

O nome “Abelha Branca” refere-se ao histórico da vida de Santa Rita, pois, conta a história que os pais de Rita trabalhavam no campo e, enquanto cultivavam a terra, deixavam sua filha num cesto de vime, debaixo de uma árvore. Certa vez, ficaram maravilhados ao verem uma grande quantidade de abelhas brancas sobre a criança, sem picá-la. Mais tarde, já no convento, as abelhas brancas – raras na região – apareceram novamente nos muros do mosteiro. A exemplo do que acontece com as abelhas, o que se deseja é que cada devoto, dê a sua contribuição para ser possível a criação da Capela.

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